Um contrato de Pessoa Jurídica da Globo com uma famosa jornalista, hoje longe da TV e aos 58 anos, é alvo de suspeita de estratégia da emissora para dissimular relação de emprego. O caso envolve a rede de televisão e Carla Vilhena, que trabalhou na Globo entre 1997 e 2017, período que teria enfrentado um mal-estar com Rodrigo Bocardi, algo negado pelo canal.
Ex-mulher de Chico Pinheiro, Carla foi condenada pelo Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) por supostamente omitir rendimentos de 2016 a 2017 no Imposto de Renda pelos seus trabalhos prestados à emissora carioca, segundo o portal Jota Info.
De acordo com a defesa, a C V Vídeo, de propriedade de Carla, foi contratada pela Globo. A fiscalização entendeu que o contrato teria havido a tal estratégia para dissimular a relação de emprego entre as partes.
E isso para que fosse afastada a incidência de Imposto de Renda de Pessoa Física em cima dos rendimentos que a jornalista recebeu por meio de sua PJ (Pessoa Jurídica) por lucros.
Durante a votação do órgão, duas conselheiras e o presidente da turma mostraram-se favoráveis à cobrança. Já dois conselheiros e uma conselheira se posicionaram pelo fim da cobrança - a profissional entendeu não ter havido irregularidade no contrato entre Globo e a empresa de Carla. Com o empate prevaleceu o chamado "voto de qualidade", ou seja, pela aplicação da cobrança.
Hoje aos 58 anos, Carla estreou na TV na então TV Educativa do Rio no fim dos anos 1980. Na década seguinte foi para a Manchete e para a Band, onde ancorou o principal telejornal da emissora. E na Globo, passou pelas bancadas do "SPTV", "Jornal Nacional" e "Jornal Hoje".
Ficou três anos longe da TV até retornar, em 2020, na CNN Brasil, mas a passagem só durou até o ano seguinte. Por fim, em 2022, apresentou especiais no SBT, que nesta semana viu Cariúcha anunciar a não renovação do contrato para se tornar a nova apresentadora do "Superpop". Ela irá substituir Luciana Gimenez, sondada pela emissora fundada por Silvio Santos.
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